Capa da Revista Galo Nº 14 de 2026
Dossiê: Genealogia em tela — história da família, diversidade e possibilidades Ano 7, nº 14 jul./dez. de 2026
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Por um materialismo espectral

Aquilo a que Simone de Beauvoir chamou “segundo sexo” e que Chiara Bottici amplia a todas aquelas que sofrem a opressão do primeiro sexo (encarnado em um homem cis e em uma masculinidade hegemônica), tem-se caracterizado por sofrer, ao longo da história, um processo complexo de espectralização. Esse processo teve a sua primeira expressão na construção do feminino a partir da alteridade mais inapreensível (a mulher sempre como o Outro absoluto). Esse “enigma da feminilidade” — como o descrevia Freud — tem deixado os homens de todos os tempos perplexos. […]

Referências

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