A carreira diplomática e as genealogias da restauração portuguesa (1640-1671)
Resumo: O objetivo do presente artigo é elucidar o papel que as genealogias desempenhavam nas sociedades de Antigo Regime, em especial na monarquia portuguesa durante sua Restauração (1640-1671). As genealogias marcavam as principais relações sociais e famílias do reino. Genealogias que também conseguiram auxiliar a perceber a função que o letramento tinha naquela sociedade. As sociedades de Antigo Regime viviam no limiar entre a plena difusão do letramento e sua completa ausência. Nessa senda, será exposto neste estudo como as genealogias, ao reafirmar, as hierarquias sociais, marcavam as famílias mais proeminentes e de quais dessas sairiam embaixadores. Tais embaixadas foram essenciais para a consolidação da nova dinastia reinante, a dinastia brigantina. A monarquia dependia do reconhecimento das demais monarquias e repúblicas europeias desde 1640, quando se tornava independente da monarquia castelhana, a saber, a Restauração Portuguesa. Dessa forma, muitos embaixadores foram destinados aos mais diversos espaços de Roma até o Oriente, a fim de consolidar a nova dinastia reinante. Destarte, genealogias e embaixadas andavam de mãos dadas para o fortalecimento da Restauração.
Palavras-chave: Marcadores Sociais. Embaixadas. Restauração Portuguesa.
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