Capa da Revista Galo Nº 14 de 2026
Dossiê: Genealogia em tela — história da família, diversidade e possibilidades Ano 7, nº 14 jul./dez. de 2026
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Genealogia como prática profissional: democratização, fontes e responsabilidade na reconstrução de trajetórias familiares

Resumo: Este artigo propõe pensar a genealogia como uma prática em profunda transformação, deixando de ser um instrumento voltado à comprovação de nobreza e propriedade para se aproximar dos métodos e da responsabilidade da pesquisa histórica. O texto defende que essa renovação depende de dois movimentos simultâneos: abrir a investigação ancestral a sujeitos historicamente apagados dos arquivos, como escravizados, mulheres, imigrantes pobres e populações indígenas e, ao mesmo tempo, elevar o padrão de rigor exigido de quem se dedica a essa busca. Apoiando-se nos princípios da Micro-História, o artigo reconstrói o percurso que levou a genealogia da exclusividade aristocrática à democratização contemporânea, apresenta um conjunto amplo de fontes alternativas como registros paroquiais, processos judiciais, listas de imigração, testes de ancestralidade genética e plataformas digitais colaborativas, que vem trabalhando em pró da acessibilidade e horizontalidade da genealogia. Por fim, discutiremos os desafios éticos que cercam o trabalho do genealogista profissional, envolvendo o anacronismo, o narcisismo e a hagiografia familiar, lidando de forma crítica com a identificação de silenciamentos e contextos complexos, como achados vinculados a movimentos extremistas, escravização e outras situações relacionadas a feridas históricas.

Palavras-chave: Nova Genealogia. Micro-história. Reparação Histórica.

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