Para além da árvore genealógica: a Genealogia como prática investigativa nos anos iniciais do Ensino Fundamental
Resumo: A Genealogia tem sido inserida na Educação Básica, predominantemente, por meio da elaboração de árvores genealógicas voltadas ao reconhecimento das relações familiares. Embora apresentem reconhecido potencial educativo, essas abordagens tendem a privilegiar a representação gráfica do parentesco, relegando a um segundo plano a investigação documental que a fundamenta. Este artigo discute de que maneira a Genealogia pode ser compreendida como prática investigativa capaz de ampliar sua contribuição para o ensino de História nos anos iniciais do Ensino Fundamental, sem abandonar seu papel na construção da identidade, da memória e do pertencimento. Trata-se de estudo teórico-descritivo, fundamentado na Educação Histórica e na Psicologia da Educação, que apresenta uma sequência didática estruturada em torno da personagem Maria Sforza e do personagem Detetive do Tempo, articulando narrativa, mediação e análise documental para introduzir procedimentos como formulação de perguntas, interpretação de evidências e reconstrução documental de trajetórias humanas. Argumenta-se que a Genealogia amplia sua contribuição para o ensino de História quando compreendida como prática investigativa, que passa a fundamentar também as reflexões sobre identidade, memória e pertencimento. A validação empírica dessa proposta constitui agenda para pesquisas futuras.
Palavras-chave: Genealogia. Educação Histórica. Ensino de História. Investigação Genealógica. Anos Iniciais do Ensino Fundamental.
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