Capa da Revista Galo Nº 11 de 2025
Dossiê: Formas de liberdades e vidas de libertos no escravismo atlântico Ano 6, nº 11 jan./jun. de 2025
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Formas de liberdades e vidas de libertos no escravismo atlântico

Os estudos no campo da História Social da Escravidão e da Liberdade passaram nas últimas três décadas por importantes renovações analíticas e metodológicas. Como corolário desse movimento, novas perspectivas e abordagens nos deram a ver a complexidade das relações e experiências vivenciadas pelos escravos no interior do cativeiro, no qual se desenrolaram uma constelação de estratégias de negociações, vínculos clientelares, formas de dependência, resistências, situações de tensão e projetos familiares. A diversidade com que experimentaram esses elementos impactou diretamente os desejos e planos de liberdade alimentados e levados a termo pelos escravos. A própria noção de liberdade ganha aqui um sentido amplo, já que não se limitava apenas à mudança de status jurídico que a alforria inaugurava, mas abrange também as condições de vida para a vivência da manumissão. E essas trajetórias de vidas foram diversas, envolvendo desde a manutenção dos laços com o cativeiro até o usufruto da condição de liberto trabalhando em terras alheias ou doadas pelos seus ex-senhores, geralmente engrossando o contingente dos homens livres pobres da sociedade brasileira ao longo do regime escravista. […]